
” Menina nenhuma gosta de ser tratada como mercadoria. Nem tão pouco ser tratada com incerteza. Menina gosta mesmo é de ter histórias, criar um novo mundo. Gosta de ser tratada como única, como especial. Menina mesmo, gosta de rir até as duas da manhã e se encantar por um filme que conta sobre amor. Menina de verdade, gosta de ser mulher. Ser adulta, madura. Gosta de conversas longas e frases sem sentido. Gosta do anormal e do nada provável. Menina que é menina, ama sem esperar ser amada. Mas também gosta de receber amor. Menina de corpo e alma, da seu valor merecido. Ama ao próximo. Menina nenhuma gosta de ser apenas de uma noite. Gostamos mesmo é de algo fora da lei, que faz com que sentimos a adrenalina em cada fio de cabelo. Somos loucas. Somos diferentes. Menina gosta de um perfume. E raramente de ser tratada como a tal. Mesmo sendo mulher, gostamos de saber que ainda há algo novo dentro de nós. Gostamos dessa coisa do imaginário. Gostamos dessa felicidade sem sentindo. Do beijo repentino e do abraço involuntário. Das palavras no ouvido e do sorriso de canto de boca. Da música especial e do filme que se torna romântico. Das vozes do além, ou melhor, das vozes que ainda serão conhecidas. Das conversas sobre olhares e acima de tudo, do amor. Da falta de ar, das pernas bambas. Dos olhos brilhantes e das mãos tremulas. Das batidas fortes do coração e dos calafrios a toda hora. Da insegurança e do medo. Dessas coisas, rotuladas como bobas.” ( Júlia. Tua-Idiota. )

Não é que eu seja perfeita. Nem é isso. Também não quero ser. Gosto de algumas manias minhas. Gosto do meu cabelo antes de dormir. Gosto do muitas palavras que saem de minha boca. Gosto de minhas gírias. Gosto desse meu jeito louco e idiota. Do perfume que uso e dos gostos que eu mesma tenho. Gosto dos tipos de música que ouço, e dos filmes chatos que assisto. É inacreditável, mesmo assim já tentei me livrar de mim. Ser livre dos meus problemas e parar de se cansar com o peso que carrego por simplesmente ” ser eu.” Ou talvez não ser quem querem que eu seja. Não falar do jeito que falam. Não rir do jeito que riem. Não viver a vida do jeito que vivem, ou seja, a mais fácil. Dou nó em pingo d’água. Gosto de por os pés na cabeça, e usar minhas idéias para coisas que eu acho necessário. Gosto de sair por ai, e comprar o que eu bem entender. Sem consumismo, só por diversão. Por rir da cara de quem não tem. Por achar feio ou fora de moda aquilo que eu ando vestindo. Por gostar do perfume que dizem ser de homem. Tanto faz para mim. Gosto de perder tempo com coisas banais, de amar quem ao mesmo sabe que eu exito só para me dizer forte. Por contar uma piada e nem ao menos entender o lógica dela. Por cantar músicas em inglês e deixar de lado a tal tradução. Por contar histórias inusitadas para mim mesma. Para eu mesma me acalmar. Para eu mesma acreditar. Gosto de me dizer fofa, gosto de ser atenciosa. Mas nem sempre é assim. E mesmo com tudo, gosto de quando fico irritada. De errar e logo após rir da tal burrice. De marcar algo comigo mesma e me dar o tal e famoso bolo. Por apreciar meus erros e seguir em frente comigo. Sem ao menos deixar de lado, todos aqueles defeitos que me fizeram ser assim. Original. ( Júlia. Tua-Idiota. )
Os assassinatos sempre vão acontecer em uma floresta, lago, fazenda ou casa abandonada:
Sempre vai morrer a vadia e o playboy:
Só irão sobreviver no final no máximo dois:
E o assassino/mostro por mais que tenha levado 300 facadas sempre vai viver para dar continuação a outro filme:
(dssa)